COBERTURA ESPECIAL FESTIVAL DO RIO 2013
Filme
não inova, mas faz refletir
O que
é ser pai ou mãe? Para que temos filhos? O que fazer com eles? Quando eu era sombrio tenta responder imparcialmente essas
questões nas telonas do cinema. A princípio, parece ser um filme de poucos
diálogos, e realmente é. A reflexão talvez seja o principal requisito ostentado
por um diretor com apenas três filmes no currículo, Matthew Porterfield.
O
longa não traz nada de inovador, a não ser pelos atores. Deragh Campbell
estreia nos cinemas interpretando Taryn, uma menina de 19 anos que se vê sem
saída quando descobre uma possível gravidez. Sendo assim, procura refúgio na
casa dos seus tios Kim (Kim Taylor) e Bill (Ned Oldham) que estão com o
casamento em decadência e buscam a melhor maneira de separação sem prejudicar
sua filha Abby.
Toda
vez que os pais mudam, os filhos também mudam, mesmo que de forma inconsciente.
Com Quando eu era sombrio também não é diferente, a cenas mudam
de uma hora para outra involuntariamente. Várias questões ficam em aberto. Por
que do nada Taryn e Abby estão em uum show de rock sem nenhuma ligação com uma
cena anterior ou posterior? Por que um homem mergulha na piscina
aleatoriamente? A sensação é que a cena anterior não foi acabada ou o diretor
esqueceu de cortá-la.
As
filmagens parecem ter sido feitas por alguém que não parava de tremer. O
diálogo entre os personagens quase não existe, há uma sucessão de cenas que
poderiam dizer muito com gestos, mas não dizem. Outro ponto negativo é o final
que não supera as expectativas de quem assiste. Parece que o filme acaba de
repente e nos deixa com o desejo de saber o que de fato aconteceu com os
personagens.
Vale
ressaltar que os atores não fizeram uma atuação tão ruim, o que deixa o filme
um pouco mais interessante. Kim, quando canta, consegue saltar os ouvidos do
telespectador e sobressai mais que a personagem principal, Taryn. O longa
chegou a ser exibido nos Festivais de Sundance e Berlim de 2013, mas não
conquistou uma premiação.

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