COBERTURA
ESPECIAL FESTIVAL DO RIO 2013
Uma frenética disputa entre a máquina e o homem
Ramon Tadeu
Em pleno
século XXI um filme que tenta mostrar o ser humano ensinando a máquina a
derrotar o homem através da inteligência artificial. Computer Chess é, ou pelo
menos tenta ser uma versão cômica de um filme de trinta anos atrás, e deixa a
desejar quando o assunto é uma boa produção.
Dirigido
por Andrew Bujalski, que teve alguns de seus filmes estampados nas críticas do
New York Times, Computer Chess leva o espectador para um período nostálgico da
humanidade: uma frenética competição entre a tecnologia e capacidade intelectual
do ser humano. No caso do filme o foco da tão avançada tecnologia são os jogos
de Xadrez.
O longa
fala de um final de semana em que grandes programadores de software de xadrez da
época se reuniram para um importante torneio. A partir daí, os competidores
tentam, de qualquer forma, encontrar uma maneira de vencer. O torneio retratado
no filme é tido como especial. Isso porque é a primeira vez que uma mulher
participa dele.
Além de
tratar dos avanços dos jogos de xadrez, vale ressaltar que o filme combina
tecnologia e as relações afetivas que existem entre os seres humanos. Patrick
Riester estreia nos cinemas interpretando Peter Bishton, um jovem nerd que só
pensa em ser um gênio da computação, porém está passando por uma fase de
descobertas de seu próprio corpo.
Às vezes
é possível rir com algumas cenas inesperadas e inusitadas, porém isso não
consegue encobrir a monotonia do filme. O que nos faz refletir mesmo é até que
ponto uma máquina pode ser melhor que o homem? Será que ela consegue derrotar ou
controlar o ser humano? Parece ser um tanto contraditório, mas a relação entre o
homem e a máquina sempre será estreita.

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