sexta-feira, 11 de outubro de 2013

Computer Chess

COBERTURA ESPECIAL FESTIVAL DO RIO 2013
 
Uma frenética disputa entre a máquina e o homem
Ramon Tadeu
 
Em pleno século XXI um filme que tenta mostrar o ser humano ensinando a máquina a derrotar o homem através da inteligência artificial. Computer Chess é, ou pelo menos tenta ser uma versão cômica de um filme de trinta anos atrás, e deixa a desejar quando o assunto é uma boa produção.
 
Dirigido por Andrew Bujalski, que teve alguns de seus filmes estampados nas críticas do New York Times, Computer Chess leva o espectador para um período nostálgico da humanidade: uma frenética competição entre a tecnologia e capacidade intelectual do ser humano. No caso do filme o foco da tão avançada tecnologia são os jogos de Xadrez.
 
O longa fala de um final de semana em que grandes programadores de software de xadrez da época se reuniram para um importante torneio. A partir daí, os competidores tentam, de qualquer forma, encontrar uma maneira de vencer. O torneio retratado no filme é tido como especial. Isso porque é a primeira vez que uma mulher participa dele.
 
Além de tratar dos avanços dos jogos de xadrez, vale ressaltar que o filme combina tecnologia e as relações afetivas que existem entre os seres humanos. Patrick Riester estreia nos cinemas interpretando Peter Bishton, um jovem nerd que só pensa em ser um gênio da computação, porém está passando por uma fase de descobertas de seu próprio corpo.

Às vezes é possível rir com algumas cenas inesperadas e inusitadas, porém isso não consegue encobrir a monotonia do filme. O que nos faz refletir mesmo é até que ponto uma máquina pode ser melhor que o homem? Será que ela consegue derrotar ou controlar o ser humano? Parece ser um tanto contraditório, mas a relação entre o homem e a máquina sempre será estreita.

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