Bruce Willis está de volta
Nas telonas, o ator vive o policial John McClane à procura de seu filho Jack (Jai Courtney) acusado de assassinato na Rússia. Assim que toma ciência do fato, McClane viaja para o país na tentativa de rever o filho e o encontra em perigosa fuga. Um filme com bons efeitos especiais, porém sem histórias inovadoras.
Apesar da idade, o protagonista não economiza na atuação. Dessa vez Bruce Willis se mete em várias confusões com direito à muita adrenalina e riscos de ameaças nucleares. O longa mostra também a tímida relação afetiva entre pai e filhos, no caso McClane, seu filho Jack e sua filha Lucy (Mary Elizabeth).
O roteiro é bem fraco - as histórias são chatas e não trazem nada de novo. As cenas se repetem e já fazem parte da memória do espectador, o que torna a ficção bastante cansativa. O que chama a atenção dos nossos olhares são as cenas de explosão e os efeitos especiais. A ação do filme é bastante estimuladora.
Há também a tentativa de incluir humor à narrativa. Tentativa sem sucesso. As piadas são clichê e super bobas. Mesmo assim, em alguns momentos, risos tímidos são arrancados de quem assiste. A trilha sonora é admirável, mas não excelente, e em alguns trechos não acompanha a tensão que as cenas pedem.
A sequência de perseguição pelas ruas de Moscou parece surreal, a sensação é de que elas são impossíveis de acontecer. Em algumas partes, inclusive, as filmagens se assemelham à gravações feita por um amador. O nível de dificuldade dos McClane ao lutar contra os vilões não é muito grande, eles conseguem vencer com muita facilidade, o que é desestimulador.
De fato, as quatro versões anteriores foram alvos de elogios e foram duras de matar, mas a quinta franquia escolheu seu belo dia para morrer e encerrar a série com pouco estilo. Duro de Matar 5 tem muitos furos, porém faturou milhões e a liderança nas bilheterias dos EUA. Será que isso vai se repetir aqui no Brasil? É esperar pra ver...
21/02/2013

Nenhum comentário:
Postar um comentário