Mais uma versão de Anna Karenina, agora americanizada e dirigida por Joe Wright. Vencedor do Oscar 2013 na categoria de Melhor Figurino, o filme é baseado em um dos romances mais famosos de Liev Tolstoi, e retrata questões vividas na Rússia da segunda metade do século XIX, porém não segue pontualmente a obra do escritor.
Karenina, uma mulher da alta sociedade e casada com o Ministro Alexei Karenin, viaja para Moscou, conhece o Conde Vroski e se encanta por ele. Tal fato dá início a uma história atraente de amor e traição capaz de chocar a sociedade russa. O foco de Wright não está em retratar a essência vivida por esse país à época. Sua intenção está mais para atrair o público jovem fã de dramalhões hollywoodanos.
O longa se assemelha a uma peça teatral, com toda a narrativa acontecendo em um palco de teatro, o que prejudica um pouco a realidade que se pretende passar. O ator Aaron Taylor-Johnson, que interpreta Vroski, tem cara de menino de 16 anos e por isso não convence com sua atuação. Keira Knightley, estrelando a personagem principal, tem uma atuação comovente e muito intensa.
São duas horas e nove minutos com exibições de cenários maravilhosos e figurinos impecáveis. O filme, realmente, bate um bolão. A carga dramática na interpretação dos atores atrai bastante a atenção do espectador, além da trilha sonora muito bem pensada. Porém, em alguns momentos, há um exagero de melodrama na obra, o que deixa a trama um pouco forçada.
"Todas as famílias felizes são iguais. As infelizes o são cada uma à sua maneira”, assim começa o grande romance de Liev Tolstoi que está na sua sexta adaptação para cinema. A frase não é nem mencionada no filme, o que o afasta do conteúdo original, mas, apesar disso, termina encantando aos olhos de quem assiste.
13/03/2013

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