sexta-feira, 8 de março de 2013

Wagner Moura fala de seu novo filme em coletiva de imprensa no Rio


A Busca traz uma concepção diferente da maioria dos filmes brasileiros

“Um filme brasileiro raro. Diferente do habitual”, diz o diretor de cinema Luciano Moura na divulgação de seu primeiro longa-metragem, A Busca. A coletiva aconteceu no Hotel Marina Palace, Leblon, na tarde de quarta-feira (06). Nela estavam presentes também os jornalistas, o ator Wagner Moura, que interpreta Theo, personagem principal da trama, Mariana Lima, na pele de Branca, mulher de Theo, e Elena Soarez, roteirista do filme.

O longa traz à tona uma relação de descobertas entre marido e mulher, entre pai e mãe e, principalmente, entre pai e filho. Segundo Luciano, o intuito era fazer algo que os filmes nacionais raramente fazem e assim, atrair o olhar do público e alcançar um maior número de espectadores – uma história cronológica, que foge dos formatos de uma novela, que contasse a saga de uma família classe média que vive um momento dramático com o sumiço do filho.

Wagner abriu a coletiva apresentando o longa aos jornalistas e garantiu que vai rolar muita emoção ao assisti-lo. Disse também estar muito satisfeito ao interpretar um personagem com uma história tão fascinante. “O trabalho do ator é muito bonito porque marca muito e fica até como experiência pessoal”, conta Wagner quando comenta sobre seu personagem. O ator baiano fala ainda da grande experiência de contracenar pela primeira vez com Lima Duarte, que também faz parte do elenco: “Os atores veteranos representam muito pela experiência que deixam aos novos. O Lima é extraordinário, só queria que ele ficasse feliz”.

Mariana Lima menciona que um dos privilégios que teve foi o ensaio. “Ensaio é uma coisa que filme brasileiro não prestigia”, diz a atriz. Para ela, isso contribuiu para tornar as cenas bem feitas e melhor trabalhadas, além de proporcionar mais intimidade com o parceiro de cena. Ela conta também que, apesar de o roteiro ter chegado pronto, os atores tiveram liberdade para alterações no conteúdo dele.

A escolha dos atores principais e até dos coadjuvantes foi bem seletiva de acordo com o diretor. “Todos os atores foram pensados. Tive essa preocupação para cada um ser exatamente aquilo que queria. Assim as cenas acontecem”, destacou Luciano ao falar sobre a atuação dramática do filme. Ele completou ainda dizendo que o longa é construído com inteligência e coração.

Quando foi lançado no Festival de Sundance 2012, o título era A Cadeira do Pai, que para a roteirista Elena tinha tudo a ver com a trama, mas talvez afastasse um pouco a audiência. O título foi repensado e ao estrear no Festival do Rio já trazia seu novo nome, A Busca, que agora tem tudo para fazer sucesso no Brasil. A Busca estreia dia 15 de março em todo o território nacional.

08/03/2013

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