COBERTURA ESPECIAL FESTIVAL DO RIO 2012
Um quadro inacabado e uma história mágica
Dirigido por Jean-François Laguionie, O Quadro mistura ficção e desenho animado num tom de autêntica realidade. Em sua narrativa, o filme trata do egoísmo e da autosuficiência, além de um belo caso de amor entre o pintor e sua obra.
O enredo dessa história se baseia em um quadro inacabado que mostra um castelo cercado por um jardim. Lá vivem três tipos de personagens: os “Todopintados”, que estão completamente pintados e se julgam superiores; os “Pelametades”, com pequenos detalhes sem tinta; e os “Rabiscos”, que são apenas esboços que sofrem desprezo e violência.
Essa diferença entre os personagens leva a uma desarmonia entre eles, a qual causa certa disputa pelo o que é belo. Sendo assim, algumas pinturas se juntam e saem do quadro à procura do pintor, afim de que ele conclua seu trabalho e restaure a harmonia.
Os personagens inacabados podem ser comparados às crianças que ainda não se desenvolveram em adultos, e os acabados, a aquelas que se acham superiores, egocêntricas e importantes pelo padrão de beleza.
O filme fica um pouco confuso na medida em que a ficção entra no mundo real, porque os contos aumentam, porém é possível não se perder. Na verdade, o pintor demonstra seus sentimentos e casos pessoais nas obras que faz, como, por exemplo, seu amor por uma linda mulher.
A narrativa é bem atraente e passa uma mensagem bastante educativa. Aguça o medo, a coragem, a alegria, a tristeza, o amor e o ódio, além de, é claro, a possibilidade de sonhar. Tudo acontece como se fosse mágica, mas não é perdida a proporção de realidade.
23/10/2012

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