Tudo está conectado
Por mais distantes que estejamos e mesmo que não nos
conheçamos, nossas histórias são sempre parecidas e se encontram em algum ponto. Nossas vidas dão um giro de 360 graus e nós nem percebemos.
conheçamos, nossas histórias são sempre parecidas e se encontram em algum ponto. Nossas vidas dão um giro de 360 graus e nós nem percebemos.
Diferente da vida violenta e do tráfico retratada em Cidade de Deus, que foi indicado ao Oscar, e da industria farmacêutica de O Jardineiro Fiel, o mesmo diretor Fernando Meirelles aposta agora na vida romântica do século XXI com 360, um filme escrito pelo roteirista Peter Morgan que conta a vida de personagens de vários lugares do mundo que se interligam de algum modo.
Ainda que sejam contadas várias histórias em diferentes cidades e países, elas têm uma cronologia e uma ordem, se misturam e acabam se conectando, sem nunca perder sua particularidade. As decisões dos personagens interferem no caminho que o outro vai trilhar. Na verdade, é um jogo de escolhas que estão ligadas e cabe ao personagem optar pelo rumo de sua história.
Mesmo com um elenco internacional de ponta, a trama tem cara de filme brasileiro. Assim como o próprio nome 360 sugere, do inicio ao fim, o filme dá voltas e retorna no mesmo ponto de partida. A sensação de drama e suspense também é notada, porém em algumas partes o que se espera acontecer não acontece.
É natural que em um roteiro com muitas tramas, um ator ganhe mais destaque que o outro e que alguns personagens desapareçam da história. É isso que acontece nessa adaptação do clássico La Ronde de Arthur Schnitzler, onde intérpretes desaparecem depois de uma breve atuação, como os papéis desempenhados por Jamel Debbouze, Marianne Jean-Baptiste e Juliano Cazarré.
Por incrível que pareça, 360 não é um filme complicado. Fala do cotidiano, das relações pessoais e dos conflitos internos de cada um. É como uma vida dinâmica que está em constante movimento.
17/08/2012
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