Camila Pitanga revela suas emoções ao falar de sua personagem dilacerada
Ramon Tadeu
Eu receberia as piores noticias dos seus lindos lábios é um filme produzido em parceria pelos diretores Beto Brant e Renato Ciasca, baseado no livro de Marçal Aquino, que relata uma paixão ardente em um triângulo amoroso. O destaque do romance nas telonas é a atriz Camila Pitanga que escandaliza e impressiona com sua atuação.
“Pra mim foi de fato uma troca mútua, uma alegria. Eu me senti estimulada artisticamente ao me envolver e gravar as cenas do filme”, disse a atriz na coletiva de imprensa realizada no hotel Marina Palace, zona sul do Rio de Janeiro, na última segunda-feira.
Camila chegou à coletiva exibindo simpatia e, sempre sorridente, cumprimentou os jornalistas que estavam presentes. Ao seu lado, ficaram o amigo e companheiro de cena Gustavo Machado - que também pareceu simples e carismático -, e o líder comunitário da região de Santarém: Daniel Cardoso.
Esbanjando muita sensualidade e expressão corporal, Pitanga interpreta uma mulher dilacerada, confusa e dividida pelas suas várias personalidades. Ao longo da trama, Lavínia vive um triângulo amoroso com Cauby (Gustavo Machado), um fotógrafo em transição pelo interior da Amazônia, e com o marido e pastor Ernani (Zé Carlos Machado), que confia em uma solução que pode corrigir as incoerências do mundo. A infância da personagem é perturbadora e isso contribui para sua pluralidade e para a escolha árdua que a coloca de frente às duas paixões que prometem mudar sua vida.
“Me comovi muito com a história e com a personagem. Me entreguei completamente”, contou Camila ao falar sobre as cenas de nudez, que, segundo ela, não foi difícil de realizar. Exaustão foi a palavra que a artista usou para tipificar os últimos dias de filmagem alegando que não compareceu na festa de encerramento, pois, o cansaço a fez preferir desfrutar de sua vida caseira e familiar.
Buscando deixar a trama mais realista possível, o filme foi gravado com a maioria das cenas na arte do improviso. Grande parte das fotos deste enredo foram tiradas pelo próprio Gustavo Machado, que possui pequena experiência em artes plásticas e também estudou fotografia para incorporar melhor o personagem.
O longa também retrata a extração ilegal da madeira e ausência de delimitação de regiões indígenas que envolvem questões governamentais principalmente em Santarém - região amazônica no Pará. 19/04/2012
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