quarta-feira, 13 de junho de 2012


Coletiva de imprensa com Camila Pitanga - Filme Eu receberia as piores notícias de seus lindos lábios

Uma paixão avassaladora
Camila Pitanga revela suas emoções ao falar de sua personagem dilacerada

Ramon Tadeu

Eu receberia as piores noticias dos seus lindos lábios é um filme produzido em parceria pelos diretores Beto Brant e Renato Ciasca, baseado no livro de Marçal Aquino, que relata uma paixão ardente em um triângulo amoroso. O destaque do romance nas telonas é a atriz Camila Pitanga que escandaliza e impressiona com sua atuação.

“Pra mim foi de fato uma troca mútua, uma alegria. Eu me senti estimulada artisticamente ao me envolver e gravar as cenas do filme”, disse a atriz na coletiva de imprensa realizada no hotel Marina Palace, zona sul do Rio de Janeiro, na última segunda-feira.

Camila chegou à coletiva exibindo simpatia e, sempre sorridente, cumprimentou os jornalistas que estavam presentes. Ao seu lado, ficaram o amigo e companheiro de cena Gustavo Machado - que também pareceu simples e carismático -, e o líder comunitário da região de Santarém: Daniel Cardoso.

Esbanjando muita sensualidade e expressão corporal, Pitanga interpreta uma mulher dilacerada, confusa e dividida pelas suas várias personalidades. Ao longo da trama, Lavínia vive um triângulo amoroso com Cauby (Gustavo Machado), um fotógrafo em transição pelo interior da Amazônia, e com o marido e pastor Ernani (Zé Carlos Machado), que confia em uma solução que pode corrigir as incoerências do mundo. A infância da personagem é perturbadora e isso contribui para sua pluralidade e para a escolha árdua que a coloca de frente às duas paixões que prometem mudar sua vida.

“Me comovi muito com a história e com a personagem. Me entreguei completamente”, contou Camila ao falar sobre as cenas de nudez, que, segundo ela, não foi difícil de realizar. Exaustão foi a palavra que a artista usou para tipificar os últimos dias de filmagem alegando que não compareceu na festa de encerramento, pois, o cansaço a fez preferir desfrutar de sua vida caseira e familiar.

Buscando deixar a trama mais realista possível, o filme foi gravado com a maioria das cenas na arte do improviso. Grande parte das fotos deste enredo foram tiradas pelo próprio Gustavo Machado, que possui pequena experiência em artes plásticas e também estudou fotografia para incorporar melhor o personagem.

O longa também retrata a extração ilegal da madeira e ausência de delimitação de regiões indígenas que envolvem questões governamentais principalmente em Santarém - região amazônica no Pará.
19/04/2012

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