Um truque que promete emoção e que ensina coragem
Heloisa Perissé e Marcos Frota comentam sua experiência com a dublagem
Ramon Tadeu
Uma mensagem cativante que ensina uma grande lição de generosidade e amor ao próximo. Esse é o valor imprescindível que Madagascar 3 – Os Procurados, tenta passar, como enfatizaram os dubladores Heloísa Perrissé e Marcos Frota, na entrevista coletiva no Marcos Frota Circo Show, na Quinta da Boa Vista, Zona Norte do Rio de Janeiro, para anunciar a mais nova aventura de Madagascar.
Na versão brasileira, Frota e Perrisé emprestaram suas vozes aos personagens Stefano (foca) e Glória (hipopótamo). A produção é dos diretores Eric Darnell e Tom McGrath, e estreia na próxima quinta-feira nos cinemas.
O local para o bate-papo com a imprensa não foi escolhido aleatoriamente, isso porque o terceiro elemento da franquia se passa em um circo, onde os quatro amigos (Alex, Marty, Melman e Glória) se infiltram para se disfarçarem. Porém, ao se envolverem com o mundo circense, o quarteto se vê divido entre a vontade de voltar para o aconchegante lar e o carinho e a afeição que encontraram nos novos amigos.
De acordo com Marcos Frota, o circo é uma paixão e uma arte milenar que enfrentou guerras, crises econômicas, transformações tecnológicas e de comunicação e sobreviveu. Assistir o divertido ensaio do leão Alex e da onça Gia no trapézio foi “uma coisa de louco”, ressaltou. De acordo com o artista, esse refletia a leveza, movimentação e emoção que o circo proporciona. “De certa forma, Madagascar 3 vai dar uma contribuição muito bem vinda para o circo”.
Depois de tanto tempo trabalhando sob a lona, o artista se tornou um especialista no olhar da criança. Para ele, “o circo leva as crianças a sério, e a criança gosta de ser levada a sério por sua dimensão, interatividade e curiosidade que desperta pelo sentimento único que elas possuem ao sentar e assistir um espetáculo”.
Sobre a dublagem, Heloise Perissé relatou que a tarefa não foi tão fácil assim, pois colocar o movimento da boca dos personagens em sincronia com a fala é trabalhoso. “Eu estava um pouco tensa no início, mas foi uma experiência bem divertida com os três filmes”, afirmou.
Uma técnica que é importante na dublagem é o improviso, que, de acordo com Heloisa, “preenche e dá o complemento necessário à fala”. O grande instrutor dos atores no processo de gravação foi o diretor de dublagem Marcelo Coutinho. Tanto Heloisa quanto Marcos, asseguraram que “para dar certo tem que ser em equipe”.
Sobre sua contribuição ao filme, Frota destacou a importância de se transferir “uma energia e vibração contagiante do teatro para estúdio de dublagem, fazendo com que tudo se torne mais realista e presencial”. A respeito do personagem, o ator disse ter se identificado com sua generosidade e a doçura: “O Stefano É um fazedor de amigos, um agregador, um facilitador das coisas, é ele quem leva os quatro para dentro do trem. Serão vistos no filme valores imprescindíveis e fundamentais para a formação de um caráter, de uma personalidade e de uma geração que temos tanta esperança que possa conduzir o Brasil a um novo mundo”.
05/06/2012